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quinta-feira, 19 de março de 2009

Declaração de Incompetência no Cerrado | GynHawk

Extra, Extra! O Cerrado brasileiro acaba de presenciar, via televisiva, a declaração de Incompetência que foi retransmitida através da Record Internacional para toda a Europa, Estados Unidos, Canadá e todos os Países da África.

Na realidade o problema já existe a mais de uma década e não era exclusividade do Brasil, mas os órgãos do Poder Público, responsáveis pelo controle das mesmas e pela manutenção da segurança e da ordem parecem ignorar o fato de que dar fim às sedes, símbolos e uniformes das torcidas não irá de forma alguma finalizar o ciclo de violência que vem se agravando nos últimos anos.

Muito pelo contrário, a identificação dos responsáveis pelos atos de violência e vandalismo é na realidade facilitado pelo fato de que os membros dessas torcidas sustentam com orgulho os símbolos de seus clubes e agremiações. Além do fato de ir contra um preceito considerado pétreo dentro do direito brasileiro que na Constituição de 88 em seu artigo 5°, inciso XVII, diz:

XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar;

O que causa uma profunda estranheza a este escritor é o fato de que estas propostas de dissolução das torcidas são sempre motivadas por incidentes de violência isolados e que causam comoção social, ainda mais agravada pela cobertura da mídia.

Nada contra os profissionais da área que podem e devem dar a cobertura necessária aos fatos do dia a dia, mas destacar o fato de que a Polícia e o Ministério Público querem a dissolução das mesmas é nada mais nada menos do que a maior e mais absurda Declaração de Incompetência Pública já presenciada por mim.

Os mais velhos e mais ligados às notícias esportivas certamente irão se lembrar dos famosos Hooligans, torcedores de origem européia que causavam terror por onde passavam, causando brigas até mesmo dentro de aviões, casas de espetáculo ou mesmo nas ruas por onde passavam, cuja presença foi banida do futebol com medidas rápidas, duras e simples, sendo que nenhuma delas previa a dissolução das torcidas. Tanto que o movimento Hooligan existe ainda hoje, mas sem qualquer expressão ou impacto na vida dos torcedores.

Se estas medidas foram implementadas na Europa, o que impede que façamos o mesmo em Goiás. A resposta é simples:

Incompetência Pública Declarada!

Vamos incendiar o Cerrado simplesmente porque não conseguimos colocar fim nas pragas que infestam as Jabuticabeiras? Não!!!!!

As torcidas organizadas contam com milhares de membros, pessoas que jamais passaram por uma delegacia ou foram processados por qualquer delito, mas vamos condena-los sem qualquer julgamento e ignorar princípios basilares da organização jurídica do Estado Brasileiro pura e simplesmente porque a falta de organização e sintonia entre o Judiciário, as Polícias e o Ministério Público, impedem uma investigação minuciosa que venha a colocar atrás das grades os responsáveis pela balburdia que se observa nos estádios de futebol da capital e do interior?

Pois me atrevo a lhes dar a solução, façam o mesmo com as organizações criminosas. Chamem os traficantes para uma conversa franca e peçam, ou implorem, para que os mesmos dissolvam a estrutura organizacional do Crime, assim, quem sabe, V. Exas. tenham mais tempo para buscar formas mais eficientes de não fazer o que realmente foram nomeados pra fazer!
por: GynHawk

Reações:

2 comentários:

Hebert César disse...

A Gaviões da Fiel, maior facção de torcedores do Corinthians, com 84 mil membros, considera discriminação a necessidade de se obter o cartão do torcedor para acompanhar jogos de futebol. "Por que não cadastra todo mundo para ir no [sic] teatro, cinema, zoológico? Isso aí é mais uma coisa que inventam para alguém tirar vantagem"

Anônimo disse...

Os ataques mais falados atualmente envolvem os hooligans ingleses contra as galeras do oriente médio, principalmente a TAQJ (Torcida Al-Qaeda Jovem). Americanos usam frequentemente mísseis de longo alcance e tamanho para enfiar no rabo dos alemão, ou melhor, dos terroristas árabes.
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